Os pés são asas que através da música levam o corpo que dança, para lugares que a alma se encanta. (Josélia S. G.)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Louvada seja a Dança

Louvada seja a Dança
Ela libera o homem
do peso das coisas materiais
e une os solitários
para formar sociedade

Louvada seja a dança
que exige tudo e fortalece
a saúde, uma mente serena,
e uma alma encantada

A dança significa transformar
o espaço, o tempo e o homem
que sempre corre perigo
de se perder
Ser ou somente cérebro
ou só vontade ou só sentimento

A dança, porém exige
o ser humano inteiro
ancorado no seu centro,
e que não conhece a vontade
de dominar gente e coisas
e que não sente a obsessão
de estar perdido no seu ego

A dança exige o homem livre e aberto
Vibrando na harmonia de todas as forças.

Ó homem, ó mulher, aprendam a dançar!
Senão os anjos no céu
não saberão o que fazer contigo.

(Augustinus – Santo Agostinho)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

COMANDO PARA SHIVA



Invocação Em nome da Amada Poderosa Presença de Deus, EU SOU O QUE EU SOU, e pelo poder da chama trina em meu coração, eu chamo e comando o Senhor Shiva para nos libertar aqui e agora de tudo o que for menos que a Vontade de Deus.

* Desça agora o Fogo de Shiva (3x) * SHIVA! SHIVA! SHIVA OM! SHIVA OM! SHIVA OM! (3x)

* Que venha agora a manifestação física de Deus, o Fogo consumidor de todo o mal e de toda a imperfeição humana (3x) (faça pedidos específicos de libertação, peça a Shiva que o liberte de todos os medos, vícios, dúvidas e imperfeições)

1 - Venha agora Senhor Shiva a realidade nos mostrar;
libertar-nos do medo e do ódio para à vitória nos guiar.

Refrão : EU SOU o fogo de Shiva; EU SOU um fogo consumidor;
             EU SOU a chama do conforto; EU SOU o poder regenerador.

2 - EU SOU o raio rubi, como um laser flamejante;
percorrendo toda a Terra, libertando neste instante.

3 – Shiva, Shiva Nataraja; com seu grande e intenso amor;
dissolvendo o ódio e a guerra; onde houver morte e terror.

4 - Os ventos do Espírito Santo na Terra varrem a maldade,
levando o conhecimento; para toda a humanidade.

Coda:  Na Sagrada Montanha Kailasa;  Senhor Shiva o Benigno;
           Shiva ! Shiva ! Shiva ! Shiva ! Om Namah Shivaya

Selamento - Que a Poderosa Presença EU SOU em mim, sele toda energia agora magnetizada, para que seja utilizada de acordo com a vontade de Deus e somente a vontade de Deus. Assim seja, em nome do Pai, da Mãe, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Comando de luz do web site: www.eusouluz.com.br 

OM NAMAH SHIVAYA


A PRONÚNCIA
OM NAMÁ CHIVÁIA



O SIGNIFICADO
Este é o Grande Mantra da Salvação e Significa : 
“Eu invoco/ confio/ honro e me curvo à luz do Senhor Shiva”



"OM NAMAH SHIVAYA" É um mantra é composto fisicamente de sílabas soadas de forma a influenciar o sistema humano, vibra afetando a matéria física, emocional e mental. Em determinado sentido cada palavra é um mantra. A palavra é muito poderosa, todo momento estamos presenciando isto em nosso dia a dia ao utilizamos palavras para obtermos o que desejamos (e o que não desejamos).
Os poderosos mantras que chegaram aos tempos atuais, pelo caminho da tradição védica, ou foram divinamente revelados, ou foram ouvidos pelos rishis e yogis de tempos imemoriais, quando se encontravam em estados trancendentais de consciência.
Conforme os vedas o mantra Om Namah Shivaya é o corpo do Senhor Nataraja, o Dançarino Cósmico. É o lar de Shiva.
"Namah" significa prostrações, "Shivaya Namah" significa: eu me prostro ante o Senhor Shiva (a alma é o servo de Shiva). "Shiva" representa a alma universal, "Aya" denota a identidade entre a alma individual e a alma universal. As cinco letras de "Namah Shivaya" significam as cinco ações do Senhor: criação, preservação, destruição, o ato de ocultar e a benção; significam também os cinco elementos e toda a criação através da combinação deles. "Na" denota o poder oculto do Senhor que faz a alma se mover pelo mundo, "Mah" é a amarra que prende a alma na roda das vidas e mortes. "Shi" é o símbolo do Senhor Shiva, "Va" é a Sua graça e "Ya" é a alma individual. Se a alma se enreda em "Na" e "Mah" ela ronda interminavelmente pelo mundano, se ela se associa com "Va" ela vai em direção a Shiva. "Namah Shivaya" forma o corpo do Senhor Shiva e o mantra propicia que "eu me refugie no corpo do Senhor Shiva"’.
Om Namah Shivaya é parte central e a mais importante de um antiqüíssimo mantra: o mantra original que precedeu a criação. Babaji disse que quando Jagadamba, a energia primeva apareceu, foi este o som que primeiro surgiu em seus lábios."


OM NAMAH SHIVAYA, o maha mantra de Shiva, foi o principal mantra utilizado por Haidakhand Bhole Baba, faz parte do centro nevrálgico de seu ensinamento. Babaji enaltecia seu poder de purificação, iluminação, imortalidade e redenção, ensinava sobre seu indescritível poder para destruir obstáculos, criar alegria e felicidade e formar uma ponte de ligação com Shiva. Dizia que seu poder era maior que o de uma bomba atômica. Recomendava sua repetição constante durante a meditação, o trabalho, o descanso e até mesmo durante sono e os sonhos.
Babaji ensinava que se as pessoas repetissem constantemente o nome do Deus da crença de cada um, a vida dos homens e todos os seres do planeta poderia ser reconduzida para um padrão mais saudável e eventualmente poderíamos esperar um futuro menos negro do que este que a humanidade atual está gerando. São milhares os depoimentos de pessoas relatando os efeitos extraordinários provocados pelo uso constante deste mantra.
"O mantra, a deidade do mantra, o guru e você mesmo são todos um só. Repita o mantra com esta certeza". Shree Swami 108 Fakira Nand


Rajindra - Devota de SRI 1008 MAHAVATAR BABAJI e 
discípula de  SHRI SWAMI 1O8 FAKIRA NAND.



http://www.grandefraternidadebranca.com.br/mantras_shiva.htm

GANESHA - O DEUS DE CABEÇA DE ELEFANTE (SUA LENDA)

Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Parvati é filha dos deuses Himalayas, aquela cadeia de montanhas nevadas, que cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e esposa devota. Shiva - bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba.
Shiva e Parvati casados, viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalayas, longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo que o consumia.
Um dia ela disse a Shiva:
- Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.
- Não minha querida - assegurou-lhe o marido. - Os velhos tempos acabaram, não sinto falta deles mais.
- E a sua meditação? - ela perguntou. Ela era a sua principal ocupação. - Você é o maior yogui dentre todos os deuses.
Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para meditar. E depois foi o poder do Yoga, que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele ainda hesitou.
- Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?
Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.
Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.
- Não me demorarei. - ele disse a Parvati
Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo. Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os homens e deuses.
Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.
Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo jardim em volta do bangalô, costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida. Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de Ganesha. 
Anos se passaram e o deus bebê cresceu e transformou-se num rapaz inteligente e sério, muito apegado a mãe, e que adorava ajudá-la.
Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca. Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem.
Shiva parou... - será que esta linda casa era mesmo a sua? E quem seria aquele garoto bonito no portão?
- Deixe-me entrar menino!
- Não, - respondeu Ganesha, franzindo as sobrancelhas para o vagabundo que queria entrar.
- Você não pode entrar! Ganesha se posicionou na porta de espada em punho.
Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem cabeça.
Ouvindo vozes Parvati se apressou, horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há tanto tempo não via. Chorou amargamente. Exclamou:
- O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!
Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que esta feito, esta feito. Mas prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse “dormindo errado” (considerava que aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.
Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo “errado”. Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha. Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.
Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva, ao ver o pobre e esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer quanto a cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva, mas poderiam dar à Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás fortuna...
Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi.
E assim se fez. Hoje na Índia Ganesha é o deus mais adorado, sua imagem é encontrada no painel de todos transportes, na entrada das lojas comerciais, e é realmente lembrado com carinho e devoção em todas as cerimônias religiosas, dando proteção e apoio àqueles que são seus devotos. 
Ele é o Deus do conhecimento, sabedoria  e removedor de obstáculos. Ele é venerado ou pelo menos lembrado no inicio de qualquer missão ou novo projeto para bênçãos e patrocínio.  
Ele tem quatro mãos, a cabeça de um elefante e uma barriga bem grande. Seu veiculo é um pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda (para carregar os devotos da verdade), uma machadinha em outra (para libertar seus devotos de apegos e vícios), tem um doce em uma das mãos (para gratificar os seus devotos por suas atividades espirituais), suas quatro mãos estão sempre estendidas para abençoar as pessoas.  A combinação de sua cabeça de elefante e um veiculo de pequeno e ligeiro ratinho representa tremenda sabedoria, inteligência, presença de espírito e agilidade mental. 

Texto baseado no livro:
 Ganesh - O Grande Deus Hindu
-  Madras Editora Ltda.

sábado, 7 de maio de 2011


O girassol

O nome girassol vem de sua flor amarela que acompanha as diferentes posições do sol, girando com ele, até seu amadurecimento, quando ele se fixa na posição do sol nascente.

O girassol é uma planta resistente de rápido crescimento, necessitando de pouca água, mas de locais ensolarados.
O significado do girassol difere de cultura para cultura
Para alguns, o girassol significa fama, sucesso e felicidade.
Outros dão à ele atributos do próprio sol como nutrição, poder e calor.
Também é dado à ele o atributo de altivez.

Para o Feng Shui, o girassol é a integridade e força que temos dentro de nós e que queremos transmitir aos outros.
Já que acompanha o movimento do sol, o girassol simboliza longevidade e lealdade, transmitindo energia positiva à todos que estão à sua volta.

Os florais feitos à partir do girassol são utilizados para melhorar a auto-estima, auto-confiança,
dando mais vontade e coragem.

Os girassóis são as mais "felizes" das flores e seus significados incluem a lealdade e longevidade
São únicos na habilidade de prover energia vibracional, como um espelho do sol, provendo seu calor e sua luz,
invocando sentimentos de calor, conforto e felicidade.
É minha flor, é meu guia, meu norte
Meu campo é onde me reenergizo
Meu campo é onde a Eternidade está
Ele me lembra do "eu sou"
Ele me consome com sua exuberância
Me inebria com sua força
Sempre e sempre por perto
No idílio
No caminho
Nos sinais
Vamos colher girassóis
Vamos girar, girar
E quando maduro
Fixar onde nasce o Sol
Porque onde ele morre, já se foi o dia

Ganesha

Ganesha


O mais popular dos deuses do panteão do Hínduismo.
 Adorado também pelos Budistas e Jainistas.

Visto como o deus da sabedoria, o portador da sorte e o removedor de obstáculos. Antes de qualquer ritual ou qualquer aventura maior, Ganesha é invocado e adorado. Casado com Siddhi (força mística) e com Buddhi (discerminento), protege o conhecimento, os livros e a educação.

 Existem cerca de noventa manifestações de Ganesha, também conhecido como Ganapathi.

A DANÇA DE SHIVA


A DANÇA DE SHIVA


“Shiva, o senhor do linga, consorte de Shakti-Devi, é 
também Nataraja, “Rei dos Dançarinos”.

A dança é uma ancestral forma de magia. O dançarino

ganha novas e maiores dimensões, torna-se um ser
dotado de poderes sobrenaturais.

Sua personalidade se transforma. Como a ioga, a dança

leva ao transe, ao êxtase, à vivência do divino. À
compreensão da própria e secreta natureza individual
e, por fim, à fusão com a essência divina. Por isso,
na Índia, a dança conviveu lado a lado com as severas
práticas ascéticas dos eremitas- jejum, exercícios
respiratórios, introversão absoluta.

Para, exercer a magia, para lançar encantamento sobre

outrem, é preciso que o indivíduo em primeiro lugar
encante a si mesmo.

Coisa que pode ser efetuada tanto através da dança

como da prece, do jejum e da meditação.

O que explica ser Shiva, portanto não só o arquiiogue

dos deuses, mas também, necessariamente, o senhor da
dança.

O propósito da dança pantomímica é transformar o

dançarino no demônio, deus ou entidade telúrica que
ele personificar.

A dança de guerra, por exemplo, converte os homens que

a executam em guerreiros; desperta-lhes as virtudes
bélicas, transformando-os em heróis destemidos.

A dança pantomima da caçada antecipa e assegura,

através da magia, o êxito da caça, convertendo os
participantes em infalíveis caçadores.

Para despertar de sua letargia os poderes naturais

referentes à fecundidade, os dançarinos imitam, com
sua mímica, os deuses da vegetação, da sexualidade e
da chuva.

A dança é um ato criador.
Suscita uma situação nova, e desperta no dançarino uma

personalidade nova e superior.

Possui uma função cosmogônica, isto é, desperta as

energias latentes para que confiram forma ao universo.

Numa escala universal, Shiva é o Dançarino Cósmico; em

sua manifestação dançante incorpora em si mesmo a
energia eterna que, simultaneamente, torna manifesta. 

As forças reunidas e projetadas no seu girar frenético

e incessante são os poderes de evolução, preservação 
e dissolução do universo.

A natureza e todas as suas criaturas são efeito dessa

dança eterna.

Shiva-Nataraja está representado numa bela série de

bronzes do sul da Índia, que datam dos séculos X e XII
d. C.

Os detalhes da imagem devem ser interpretados, de

acordo com a tradição hindu, como uma complexa
alegoria pictórica.

Ver-se- á que a mão direita superior porta, para a

marcação do ritmo, um pequeno tambor, cuja forma
sugere uma ampulheta.

Ele sugere o som, veículo da fala e portador da

revelação, tradição, encantamento, magia e verdade
divina.

Além disso, na Índia o som é associado ao éter, o

primeiro dos cinco elementos.

O Éter é a manifestação primordial e mais sutilmente

penetrante da Substância divina.

Dele emanaram, durante a evolução do universo, todos

os outros elementos: ar, fogo, água e terra.

Portanto, som e éter, unidos, significam o primeiro e

genuinamente verdadeiro momento da criação; são a
energia produtiva do Absoluto, em sua prístina força
cosmogenética.

No lado oposto, a mão esquerda superior, cujos dedos

formam uma meia-lua, mostra na palma uma língua de
fogo.

O fogo é o elemento da destruição do mundo.
No término do Kali-Yuga, o fogo aniquilará o corpo da

criação, sendo ele próprio então apagado pelo oceano
do vazio.

O equilíbrio das mãos ilustra o equilíbrio

criação-destruição no bailado cósmico.

Como exercício da crueldade dos opostos, o

transcendental mostra-se através da máscara do mestre
enigmático: criação incessante versus um insaciável
apetite de destruição: som contra chama.

O campo da terrível interação é o sítio onde ocorre a

dança do universo, que o bailar divino torna
esplêndido e horrendo.

O gesto de “não temas” confere proteção e paz, é feito

pela segunda mão direita, enquanto a outra mão
esquerda, na extremidade do braço transversal ao
peito, aponta para baixo, para o pé esquerdo erguido.

Este pé significa a liberação; nele o devoto encontra

refúgio e salvação.

Deve ser venerado, para que seja alcançada a união com

o Absoluto.

O gesto da mão que o aponta imita a tromba distendida

ou a “mão do elefante”, lembrando-nos o filho de
Shiva, Ganesha, o Removedor de Obstáculos.

A divindade é representada dançando sobre o corpo

prostrado de um anão-demônio.

Este é Apasmara-Purusha, “Homem ou Demônio (purusha),

chamado “Esquecimento” ou “Imprudência (apasmara)”.

Simboliza a cegueira da vida, a ignorância humana.
Subjuga-o a obtenção da verdadeira sabedoria.
Nesta está a libertação da servidão do mundo.
Um anel de chamas e luz emerge do deus e o circunda.
Diz-se que significa os processos vitais do universo e

de sua criaturas, e a natureza em sua dança, a
mover-se como se a impulsionasse um deus a dançar
dentro dela.

Ao mesmo tempo, diz-se que significa a energia da

sabedoria, a luz transcendental do conhecimento da
verdade, cuja dança emana da personificação do todo.

Outro significado alegórico atribuído ao halo

flamejante refere-se à sílaba sagrada AUM ou OM.("A"
mais "U" tem o som de "O") Considera-se esta expressão
mística (aye, amen), enraizada na sagrada linguagem
védica de prece e encantamento, como uma expressão
afirmativa da totalidade da criação.

“A” é o estado do despertar da consciência, de envolta

com seu mundo de experiência rudimentar. 

“U” é o estado de consciência onírica, que vivencia as

sutis formas do sonho.
“M” é o estado do sono sem sonhos, a condição natural
da consciência imóvel e indiferenciada, na qual toda a
experiência é dissolvida numa não-experiência
bem-aventurada, num todo de consciência, num todo de
consciência potencial.

O silêncio que se segue à pronunciação trinaria A, U e

M, é a não-manifestação última, na qual se reflete a
perfeita supraconsciência, que se funde com a essência
pura e transcendental da realidade divina – Brahman é
vivenciado como Atman, o Self. 

Por isso, AUM, fundido com o silêncio circundante, é

um som simbólico da totalidade da
existência-consciência, e ao mesmo tempo, sua
afirmação voluntária.

É provável que a origem do anel flamejante se refira

ao aspecto destrutivo de Shiva-Rudra; mas a
destruição, em Shiva, é, afinal idêntica à liberação.

Shiva enquanto Dançarino Cósmico personifica e

manifesta a energia eterna em suas “cinco atividades”:
1) Criação – o derramar ou expandir; 
2) Preservação – a duração; 
3) Destruição o retorno ou reabsorção; 
4) Encobrimento – o velar do verdadeiro ser por trás
das vestes e máscaras das aparências, da indiferença,
da manifestação de Maya 
5) Graça – aceitação do devoto, o reconhecimento do
empenho religioso do iogue, a concessão da paz através
de uma manifestação reveladora.

As três primeiras e as duas últimas são equivalentes,

grupos cooperantes de antagonismos mútuos; todas são
manifestadas pelo deus.

Ele as revela de modo não apenas simultâneo, mas

seqüencial. São simbolizadas pelas posições das mãos e
dos pés – sendo as três mãos superiores, criação,
conservação e destruição, respectivamente; o pé
plantado no Esquecimento é o “encobrimento” e o outro
erguido, a Graça; a “mão do elefante” assinala a
ligação entre as três e os dois, prometendo paz à alma
que vivencia a relação.

Todas as cinco atividades são manifestadas em

seqüência, simultaneamente à pulsação de cada momento,
através das transformações temporais”

(Mitos e Símbolos na arte e Civilização da Índia,

Heinrich Zimmer, 1993, Editora Palas,
Athena,p.122-125) 

O Pequeno Príncipe


"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
O Pequeno Príncipe

terça-feira, 3 de maio de 2011

Convite




CIRANDATERAPIA

Cirandaterapia – danças circulares

Atividades terapêuticas e de harmonização pessoal, dinâmicas - práticas vivenciais, danças variadas juntamente com rodas de brincadeiras, onde pessoas de todas as idades podem participar juntas

O que são danças circulares
      As danças circulares são praticadas em grupos, em circulo, seguindo uma coreografia que vai de passos simples até os mais elaborados, onde os participantes da roda conectados entre si reúnem energia em busca da harmonia nos quatro níveis: mental, físico emocional e espiritual.
No meio do circulo existe um ponto onde todos estão ligados, onde se faz a conexão do amor e da energia criadora.
Nessas danças não existe a competição e sim a cooperação e descontração.
Os objetivos dessas danças alem de propiciar a cultura e tradição das danças de outros povos é a harmonização, confiança, alegria, sentimento de bem estar em todos os níveis, cooperação, união, sensibilização, organização, raciocínio, memória, ritmo, saúde, consciência corporal, equilíbrio entre outros.
      Desde o inicio dos tempos o homem dança. Dança para seus deuses, para celebrar a chegada das estações do ano, as colheitas, as uniões familiares, os nascimentos e ate mesmo a morte.
       A dança sagrada chega até nós por meio de um bailarino e coreografo chamado Bernard Wosien, que em 1976, na fundação Findorhn, na Escócia, começou a difundir as tradições das danças sagradas. A palavra sagrada é para fazer lembrar que as danças não são apenas uma atividade física, mas um envolvimento dos corpos mental e emocional que conecta a terra e o espírito onde se canaliza a energia de cura para si, para os outros e para o planeta.

Você esta convidado a experimentar e juntar-se a essa ciranda de autoconhecimento, ritmos e energia positiva. Aula experimental gratuita

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